24 de fevereiro de 2020

    Como Falar em Público – Comportamento

    Como Falar em Público – O medo de falar em público decorre de várias razões, que abrangem o medo às críticas, o medo do fracasso, o medo por estar sendo o alvo de atenções, o conhecimento insuficiente do tema da palestra ou discurso e, principalmente, a preocupação a respeito das possíveis reações do auditório.
    Para muitas pessoas, essa ansiedade está baseada na falta de experiência, no medo de que lhes suceda o mesmo que aconteceu a um colega ou a outras pessoas conhecidas, que tiveram experiências frustrantes nesse intento e, ainda, porque não tiveram êxito em uma primeira experiência e temem fracassar novamente. A ansiedade, nesses casos, se não for devidamente tratada pode realmente gerar tensão suficiente que levará, sem dúvida, ao temido fracasso.
    O aspecto essencial da intervenção para prevenir a ansiedade é planejar o acontecimento. Estudar previamente o tema com calma, assinalando os seus aspectos mais importantes, saber de antemão de quanto tempo dispõe para o discurso e, também, conhecer o perfil do seu auditório (normalmente o conteúdo do discurso já fornece uma idéia de quem será o público-alvo, mas nunca é demais conferir). 
    Um temor freqüente é esquecer o que se tem a dizer na seqüência do discurso. Escrever várias notas às quais se possa recorrer durante o discurso pode interferir na fluência da apresentação, bem como distrair o auditório, enquanto se está consultando tais anotações, muitas vezes extensas. Para evitar embaraços como esse, o tema do discurso deve ser lido tranqüilamente tantas vezes quantas forem necessárias e depois fazer-se um pequeno resumo numa única folha de papel, com os pontos mais relevantes destacados com marca-textos bem visíveis para uma fácil identificação.
    As palavras que iniciam o discurso deverão estar bem memorizadas para que o palestrante possa encarar o auditório de forma natural e procurando prender-lhe a atenção. Tal não ocorreria se o discurso fosse iniciado com o palestrante de cabeça baixa, lendo suas anotações…
    Às vezes a utilização ansiosa do elemento “humor” pode fazer cair no ridículo o palestrante. Uma regra básica é evitar sempre o humor até que o tema seja completamente familiar e possa ir-se desenvolvendo com confiança e flexibilidade. Esse artifício também só deve ser utilizado se o auditório já conhece o conferencista. Caso contrário, é mais seguro manter a apresentação de forma fluente e séria. É melhor que a apresentação tenha um aspecto sério do que ridículo!
    Quando se fala em público, mover os pés nervosamente, articular exageradamente os braços e mãos, pegar e soltar lápis ou papéis ou, ainda, manter os olhos rigidamente fixos nas anotações, como se as tivesse literalmente lendo, são sinais de falta de confiança e de competência. Portanto, uma postura tranqüila e confiante é um dos elementos que poderá garantir o sucesso da apresentação. Outro artifício importante é o seguinte: o orador deve escolher algumas pessoas distribuídas, aproximadamente, à mesma distância, nos quatro quadrantes do auditório e olhá-las alternadamente, enquanto vai fazendo o seu discurso. Dessa forma, sua atenção será dirigida à toda a audiência. Olhar para um único ponto, principalmente se este for uma pessoa que esteja próxima ao orador, pode causar má impressão na platéia e, conseqüentemente, comprometer o sucesso da apresentação.
    As perguntas podem proporcionar uma preocupação considerável no conferencista. Para minimizar esse efeito o palestrante deverá elaborar, previamente, possíveis questões e suas respectivas respostas e estudá-las. Isto aumenta a sua confiança, pois lhe proporciona maior conhecimento sobre o tema e lhe permite ensaiar de forma eficaz para o caso de surgirem perguntas durante sua apresentação. Mas, se ocorrer alguma pergunta para a qual ele não conheça a resposta, o correto é admitir, com segurança, que naquele momento ele não tem a resposta àquela questão, principalmente se ela não for pertinente ao tema. Isso não constitui nenhum embaraço. Pelo contrário, a franqueza séria e tranqüila é um ponto a favor do conferencista. “Inventar” seria a pior escolha numa situação dessas.

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