17 de fevereiro de 2020

Combate à Obesidade – Corpo e Saúde

Combate à Obesidade – Cerca de 30% das mulheres brasileiras estão acima do peso ideal e 15% são consideradas obesas. Veja como a medicina, a psicoterapia e a nutrição podem ajudar. Medicina – A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo peso muito acima da média. A paciente é considerada obesa quando o índice de massa corpórea, IMC, que se calcula dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado, é maior do que 30. A gordura excessiva pode gerar hipertensão, aumento do colesterol, problemas articulares, diabetes e apnéia do sono (paradas respiratórias durante a noite). “O obeso deve fazer exames preventivos periódicos e precisa ser tratado para que não surjam outros distúrbios de saúde”, recomenda o endocrinologista Márcio Mancini, de São Paulo. Medicamentos de última geração, que produzem menos efeitos colaterais, vêm sendo utilizados nesse combate, tais como a Sibutramina, que promove uma sensação de saciedade, e o Orlistat, que bloqueia a ação da enzima responsável pela quebra da gordura, diminuindo a assimilação da substância. A medicação deve estar, sempre que possível, associada à atividade física para acelerar o metabolismo e a queima de gordura. Em casos extremos, aconselha-se a cirurgia. Ela reduz a capacidade do estômago e desativa parte do intestino delgado – com isso, o obeso ingere menos comida e uma quantidade menor de nutrientes é absorvida pelo organismo. O procedimento só é recomendado a quem tem IMC acima de 40, sofre de doença grave e não obteve sucesso seguindo um tratamento convencional.

Nutrição – Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pessoa obesa pode ser considerada curada se mantiver o peso alcançado por no mínimo cinco anos. O papel do nutricionista é ajudar nessa manutenção criando um plano de reeducação alimentar gradual e personalizado. “O profissional precisa ensinar a paciente a montar uma dieta equilibrada e saudável em qualquer situação, seja em casa, seja em restaurantes”, defende a nutricionista Josefina Monteiro, de Belo Horizonte. “Ele não deve cortar os alimentos favoritos dela, mas sim orientar o seu consumo”. Isso dá mais motivação para modificar a dieta. Em geral, o plano envolve pelo menos quatro refeições de baixa caloria por dia, estimula o consumo de fibras, frutas, verduras e legumes e restringe o consumo de gordura.

Psicoterapia – A terapia cognitivo-comportamental, recomendada nos casos de obesidade leve e moderada, tenta mudar as atitudes de quem quer emagrecer. A técnica analisa as idéias e os hábitos da paciente, identifica problemas e ajuda a lidar com eles. “Ela faz com que a pessoa supere pensamentos autodepreciativos, que poderiam levá-la a desistir do programa de emagrecimento”, esclarece o psiquiatra Adriano Segal, de São Paulo. “Com isso, estimula a paciente a persistir no regime ou nos exercícios prescritos”. Com o apoio do terapeuta a pessoa consegue vencer, por exemplo, o desânimo que surge após uma refeição exagerada, evitando que a sensação sabote um tratamento a longo prazo. A terapia também aborda problemas emocionais comuns em indivíduos com excesso de peso (como a insegurança e a timidez) e, já que permite detectar atitudes que impedem o emagrecimento, complementa o tratamento médico.

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