2 de abril de 2020

    Carência afetiva – Relação Familiar

    CARÊNCIA AFETIVA – Nos dias de hoje, cada vez mais o homem se isola em seu mundo e isso o torna uma pessoa carente e com problemas. Hoje, por exemplo, as pessoas se comunicam instantaneamente com o outro lado do mundo, mas em compensação nunca estiveram tão isoladas umas das outras. Pela primeira vez na história da Terra o conhecimento é de fácil acesso. Mas, por outro lado, o homem nunca esteve tão ignorante. A união da família deixou de ser uma reunião para viver cada um em seu mundo, com a ajuda da tecnologia. Mas é preciso generalizar, tudo depende da força interior de cada indivíduo e dos estímulos que estes recebem de parentes e outras pessoas próximas. Ouve-se com freqüência a frase: “Tive uma infância sofrida, por isso fiquei com uma carência afetiva muito grande”. Esse tipo de depoimento provoca imediatamente simpatia e compaixão. Surge uma vontade de proteger a pessoa que teve um passado doloroso.
    É evidente que muitos falam frases parecidas justamente para provocar esse tipo de reação, por esperar uma espécie de pagamento por danos sofridos na infância. Para sabermos se esse tipo de expectativa é justo e saudável, precisamos compreender as relações existentes entre nossas vivências infantis e o que somos depois de adultos. “Fulano ficou assim porque passou por situações na infância” e outras frases do tipo são comuns. Entretanto, explicações desse tipo não justificam comportamentos mórbidos de carência afetiva. A reação é um fato natural e inerente ao homem; esse é o ponto de partida para o cultivo do amor a si mesmo, incluindo o prazer proveniente da vida compartilhada com outras pessoas.

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