2 de abril de 2020

    Canal da Astronomia do Portal TopGyn – Lua Satélite da Terra

    O único satélite natural da Terra. Informações obtidas pelas missões Voyager a Júpiter, Saturno e Úrano mostraram que a Lua é típica entre os satélites naturais do sistema solar. É um mundo árido e com muitas crateras a que falta água ou uma atmosfera. Foi explorada em primeira mão pelos astronautas americanos que para lá viajaram durante o programa espacial da Apollo entre 1969-1972 e tem sido extensivamente mapeada a partir da Terra e de sondas.

    As forças das marés forçam a que a Lua mostre sempre a mesma face, além dos pequenos efeitos da oscilação aparente da Lua. À medida que a Lua viaja em redor da Terra no espaço de um mês, percorre o familiar ciclo das fases. A Lua apenas brilha devido à luz reflectida do Sol; a proporção de luz visível que se vê da Lua depende do alinhamento relativo do Sol, da Terra e da Lua, que muda constantemente no período orbital da Lua.

     O terreno da face visível divide-se em dois tipos básicos: os terrenos claros e com crateras (continentes), e os mais escuros, mais chamados mares ou maria. Os mares são regularmente circulares, uma relíquia da sua formação no princípio da história da Lua devido ao impacto de grandes meteoritos. Grandes áreas estão marcadas por material ejectado das grandes bacias Imbrium e Oriental. 1189.jpg (33498 bytes)  1543.jpg (21142 bytes) A maneira de como a Lua se formou é incerta, mas existe como um corpo separado há cerca  4500 milhões de anos. Cedo na sua história se tornou quente e derretida. À medida que arrefecia, formou-se a crosta, mas foi gradualmente sendo alterada devido aos muitos impactos de meteoritos, dos quais os maiores criaram as bacias dos mares. Estas crateras subsequentemente encheram-se com lavas basálticas escuras. A actividade vulcânica então parou há cerca de 2000 milhões anos atrás. A diferença entre a face visível e a não visível é que não há grandes quantidades de mares.

    OBSERVAÇÃO DA LUA

    3025.jpg (11624 bytes)A observação do relevo lunar é mais fácil da linha de separação luz-sombra. Essa linha chama-se terminador e, ao longo dela, assim como nas regiões que lhe estão próximas, os raios solares são quase rasantes. Nestas condições, os acidentes do relevo lunar – crateras, muralhas, picos, cordilheiras e depressões – projectam grandes sombras, o que nos permite até observar pequenos desníveis no solo. Deste modo, a fase de lua cheia é a menos conveniente para a observação da Lua, excepto no que respeita a um detalhe que adiante se referirá. O diâmetro aparente da Lua varia entre 29.5 e 33.5 minutos angulares, consoante a sua distância à Terra. Uns binóculos darão, imediatamente, a visão de um globo, permitindo a observação dos mares e das maiores crateras. Em qualquer telescópio, com grandes ou pequenas ampliações, a Lua é sempre um espectáculo fascinante, de surpreendente nitidez, difícil de traduzir por palavras. Poderemos optar por uma “visão de conjunto”, com pequenas ampliações, ou literalmente, “sobrevoar” regiões menos extensas utilizando maiores ampliações. Neste último caso, os telescópios com maiores aberturas (80 a 150 mm) poderão proporcionar imagens fabulosas, utilizando ampliações da ordem das 150x a 250x. Estas observações directas são mais interessantes do que a maioria das fotografias da Lua.

    DADOS DA LUA
    Diâmetro equatorial3476 km (=0.272 do diâmetro da Terra)
    Massa7.348×1022 kg (=1/81.3 da massa da Terra)
    Massa volúmica média3.34 g/cm3
    Gravidade à superfície0.165 gravidades terrestres
    Período de rotação27.32 dias
    Período de translação sideral27.32 dias
    Período sinódico (lua nova a lua nova)29.53
    Distância média à Terra384.4×103 km
    Distância mínima à Terra (no perigeu)356.4×103 km
    Distância máxima à Terra (no apogeu)406.7×103 km

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