28 de março de 2020

    Artesanato do Rio Grande do Sul

    Artesanato do Rio Grande do Sul – O artesanato é a expressão mais genuína da autenticidade popular, é a fusão de várias culturas que passa de geração em geração, que se identifica com seu entorno, sua simplicidade de desenhos e revelam seus sentimentos.

    O turista que visitar o Rio Grande do Sul terá a oportunidade de constatar esta afirmação. Aqui, o visitante poderá apreciar e adquirir um artesanato regionalizado, e conseqüentemente diversificado, conforme as distintas etnias do nosso povo.

    Porém, o artesanato mais característico do Rio Grande do Sul é aquele representado pela cultura e hábitos do pampa. É nesta região que o gaúcho buscou inspiração e os materiais necessários para construir os utensílios de seu rancho, bem como aqueles destinados as lides campeiras.

    Entre os materiais ainda hoje empregados no trabalho artesanal está o couro bovino, cuja origem do seu uso confunde-se com a história antropológica do gaúcho. É o principal componente de produtos tradicionalmente artesanais, como bainhas de faca, boleadeiras, arreios, botas, guaiacas, malas de garupa, assim como móveis caseiros, como o lastro trançado em couro das camas e os assentos e encostos das cadeiras.

    Mas se o couro pode ser tirado de outros animais, e não apenas necessariamente de bovinos como se pensa, os chifres tem origem definida. Os cabos de facas, chairas e canivetes, que são ornamentados com chifres bovinos, destacam-se de seus similares. Assim como servia- e serve – de cantil para guardar a “canha” (cachaça). Antigamente, os chifres também eram utilizados para a fabricação de isqueiros.

    Dentro da linha de artesanato campeiro, destaca-se ainda a lã de ovelha. Esta matéria prima é a mais representativa do artesanato sul-rio-grandense de inverno, sendo a base para confecções de cobertores, agasalhos, tapeçaria e decoração de ambientes, estas duas últimas originalmente encontradas em casas de campos, sítios e fazendas, hoje enfeitam também as residências urbanas.

    Contudo, a tradicional cuia de chimarrão, símbolo máximo da bebida do gaúcho, não poderia faltar. Seu trabalho artesanal elaborado a partir da fruta do porongueiro, o porongo, chama atenção pela sua rusticidade e durabilidade.

    Com isto, assinala-se a linha de frente da expressão artesanal do RS, sem esquecer, entretanto, de citar os trabalhos trançados em palha de milho e os produtos indígenas que tem no cipó e no guaimbé a matéria prima essencial para a fabricação de arcos, flechas, chapéus, cestas e ornamentos. E após conhecer de perto nosso artesanato, o turista poderá dizer: “Vale a pena viajar pelo Rio Grande do Sul, tchê”.

    Bibliografia básica consultada:
    FAGUNDES, Antonio Augusto. Curso de Tradicionalismo Gaúcho, Porto Alegre,Martins Livreiro, 1995)
    CASTILLO, Carlos. Fogão Campeiro. Porto Alegre, Martins Livreiro, 1995.

    Sobre o Autor

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