19 de fevereiro de 2020

A Adolescência – Crianças

A Adolescência – “Adolescente, você não está sozinho num mundo particular. Pertence a uma família e a grupos de amigos. Faz parte de um povo, de uma cidade, de um país e de uma cultura. Goza e desfruta do convívio com outras pessoas e de situações que a vida coloca em seu caminho. Você deve se alegrar por ser parte de tudo isso. Crescer emocionalmente é uma bonita aventura que exige esforço consciente. Não é um jogo de caprichos egoístas”.

Uma etapa crítica na vida dos filhos:
Qualquer pessoa que convive com jovens sabe que a fase da adolescência, que vai dos 12 aos 18 anos, é um período crítico. A criança entra na adolescência com boa parte dos sentimentos, atitudes, capacidades e dependências daquela fase de sua vida , mas apesar disso o normal é esperar que culmine a fase da adolescência completamente preparado para comportar-se como uma pessoa responsável no mundo adulto. Entretanto, muitas vezes essa preparação não é adequada e o adolescente adentra a casa dos 20 anos tentando suprir carências que não foi capaz de preencher no período da adolescência, principalmente no que diz respeito ao conhecimento de si mesmo. 
A adolescência é a última etapa em que os pais e educadores podem agir de forma ativa para ajudar o adolescente a centrar seus princípios de vida, tanto no que diz respeito ao seu autoconhecimento, como ao convívio com o mundo no qual está inserido. É a última etapa em que se pode ensinar através do exemplo cotidiano, aconselhar, organizar atividades familiares, oferecer variadas oportunidades e manter contato com o processo educativo. Quando a fase da adolescência termina, a maioria dos jovens já está atuando no mercado de trabalho, freqüentando a Universidade ou até mesmo se casando, principalmente as mulheres.
Os pais devem estar preparados para lhes dar liberdade para que vivam suas próprias vidas da melhor maneira possível, amando-os e lhes ajudando a distância, principalmente quando o desejo de ser ajudado é manifestado. Um dos recursos mais importantes a ser adquirido pelo adolescente é o sentimento de seu próprio valor, precisamente nos tempos atuais, onde as mudanças ocorrem tão rapidamente e a família já não é mais o pilar da sociedade, como conceitualmente concebido. Este sentimento de autoestima é uma força que o recém-adulto irá carregar em seu íntimo, que lhe proporcionará uma vida mais equilibrada e promissora num mundo tão competitivo, que é o nosso habitat.

A relação pais-filhos adolescentes:
Bem poucos pais conseguem sair ilesos emocionalmente dessa transição infância-adolescência de seus filhos. Enquanto o adolescente atravessa com a velocidade de um ciclone muitas etapas (crescimento, pressões sociais, estados de ânimo, caprichos, etc…) os pais sentem que vão agüentando como podem a “tempestade”. Geralmente, experimentam grandes ansiedades pelo bem-estar de seu filho adolescente. Antes, enquanto eram apenas crianças, as relações, basicamente de dependência, eram mais suportáveis e agora, com a adolescência, os problemas parecem atingir proporções incontroláveis. O desenvolvimento e os problemas dos adolescentes ameaçam os pais de muitas maneiras. Estes devem aprender a aceitar a ameaça e a dirigir seus sentimentos com honestidade e muita afetividade, com o objetivo de solucionar os inúmeros problemas que se manifestam.
Quando detectada a necessidade, os pais não devem hesitar em buscar a ajuda de um psicólogo. Eis algumas questões que, certamente, serão abordadas pelo profissional no intuito de conciliar o relacionamento entre pais e filhos, sem afetar a relação com ambiguidade de sentimentos, que pode comprometer o aproveitamento do adolescente nessa fase crítica de sua vida, e, ainda, preservando o máximo possível a integridade emocional dos pais. 
– O que sinto por meu filho adolescente neste momento?
– O que significa um filho adolescente para mim?
– Vejo meu filho adolescente como uma segurança para mim no futuro ante a solidão ou as necessidades econômicas de minha própria vida?
– Quero que ele cumpra as minhas expectativas e ambições?
– Será que não confio nele agora porque eu próprio não confiava nos meus pais quando tinha sua idade?
– A sua juventude, vitalidade e perspectivas me fazem sentir menos capaz diante de minha própria vida?
– Será que não estou a lhe exigir mais, devido a angústia que me faz sentir o passar do tempo para mim?
– Tenho medo de perder o controle e o poder que exerço sobre ele? 
Como pai ou mãe você deve responder honestamente às perguntas formuladas acima, pois desta maneira se abrirá o caminho para a auto-aceitação, bem como para aceitar seus filhos adolescentes como seres humanos, em primeiro lugar. Entendendo sua própria forma de sentir e pensar você, pai ou mãe, poderá ajudar seu filho a expor comportamentos que tenham por base o respeito mútuo, acima de tudo. Se você consegue se ver primeiro como pessoa, e só depois como pai ou mãe, provavelmente será capaz de dar assistência a seu filho de uma forma mais completa e eficaz nessa fase tão delicada da vida dele chamada “Adolescência”.

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