26 de janeiro de 2020

10 Passos para a compra da casa própria – Dicas Diversas

10 PASSOS PARA A COMPRA DA CASA PRÓPRIA

Da escolha do local à assinatura do contrato, damos um roteiro para você comprar o primeiro imóvel.

A satisfação de ter uma casa sua, do seu estilo, comprada com seu dinheiro, não tem preço. Ou melhor, tem e vale a pena pagar. Tanto que os bancos emprestam todos os anos cerca de 2 bilhões de reais àqueles que querem adquirir o bem mas não têm condições de quitar o valor à vista. Independentemente da forma de compra ou de quanto tempo você está disposta(o) a esperar para ter a chave do imóvel nas mãos, o mais acertado é planejar tudo em detalhes. Isso significa decidir o tipo de imóvel que se quer, quanto conseguirá pagar por ele e de onde virá o dinheiro. Para ajudar na empreitada, colocamos em dez itens informações úteis para quem está em busca da casa própria – da negociação do preço aos cuidados com a documentação e a assinatura do contrato. Basta dar o primeiro passo!
1. O dinheiro que você tem – A primeira tarefa é fazer um levantamento do dinheiro disponível. Se não há reserva financeira para comprar à vista, reúna o maior valor possível para a entrada. Poupar e adiar um pouco o projeto pode ser interessante. Afinal, quanto menos juros você pagar, melhor. Mas quando não dá mais para esperar, o caminho é pedir um empréstimo bancário sob regras do Sistema Financeiro da Habitação.
2. O FGTS vem na hora certa – O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um grande aliado nesse momento. Para sacá-lo, é preciso ter pelo menos três anos de registro na carteira profissional, considerando todos os anos de trabalho. Além disso, você não deve ser proprietária de imóvel no município em que vive e trabalha ou ter financiado outro pelo Sistema Financeiro de Habitação em qualquer lugar do país. O valor do que você quer comprar só pode chegar a 300 mil reais. Há três maneiras de usar os recursos: na entrada, para quitar o saldo devedor ou para abater as prestações. Para descobrir qual o saldo da sua conta, vá a agência da Caixa Econômica Federal com o número de inscrição no PIS/Pasep ou acesse o site www.cef.com.br.
3. O dinheiro que você pode ter – Somando sua reserva financeira com o FGTS, você saberá de quanto dispõe para dar de entrada em um imóvel. E quanto ao que falta? Uma opção é poupar mensalmente até completar o valor. Outra é recorrer ao crédito imobiliário. Para ter uma noção mais realista do montante que pedirá aos bancos, vale acessar os sites das instituições financeiras. Várias delas, como a CEF, o Itaú e o BankBoston, fazem simulação on-line, com base na sua renda, do valor que estariam dispostas a lhe emprestar. É exigida uma renda mínima mensal, que varia de banco para banco.
4. À procura do imóvel – Com noção do que pode pagar, comece a procurar a casa dos seus sonhos. Ou, pelo menos, a que cabe no orçamento. Fique de olho em anúncios, fale com corretoras de imóveis ou percorra os bairros de que mais gosta em busca de placas de “vende-se”. Os especialistas recomendam visitar o imóvel escolhido em horários diferentes. “O ideal é ir quase todos os dias da semana”, diz o advogado. “Já pensou descobrir depois que há uma feira bem na sua porta?” Veja se o imóvel é arejado, se recebe a luz do sol. Esses detalhes farão diferença quando você estiver acordando lá todos os dias.
5. A hora da barganha – Gostou do imóvel? Não se impressione com o primeiro preço que o corretor pedir. “Normalmente o valor é jogado para cima”, comenta o especialista. O corretor, claro, recebe comissão e é parte interessada. Mas as vendas andam difíceis, há espaço para negociar. Por isso, e também pelo fato de você estar comprando uma casa e não um par de sapatos, fique impassível diante de pressões tipo “se não decidir agora, perde a oportunidade”, muitíssimo comum entre os vendedores. Confira o preço do metro quadrado na região, que costuma sair em jornais, converse com pessoas que já compraram apartamentos no mesmo prédio ou casas e terrenos na vizinhança. Pode dar uma boa medida de quanto realmente vale aquele que você quer.
6. Investigar é preciso – Parabéns! Você descobriu uma casa excelente, com localização sob medida para suas necessidades e, o melhor, do tamanho do seu bolso. Tudo quase perfeito. Falta verificar se a papelada está em dia antes de assinar qualquer papel. Vá ao cartório de registro de imóveis mais próximo do endereço escolhido, para saber se o imóvel está hipotecado, se é objeto de discussão judicial ou se está alugado. O vendedor também deve apresentar certidões para comprovar que não existem pendências na Justiça. Outra alternativa é procurar um advogado para checar tudo. É um investimento razoável, mas evita dores de cabeça mais tarde. Um parecer por escrito custa 500 reais, de acordo com a tabela da Ordem dos Advogados do Brasil. Em caso de financiamento, os bancos fazem a avaliação jurídica e cobram uma taxa obrigatória pelo levantamento.
7. O dono do cofre – A etapa seguinte é escolher onde pedir o empréstimo. Pesquise. Os prazos, o rendimento mínimo exigido e a possibilidade de somar sua renda com a de outra pessoa variam de banco para banco. Há dois tipos principais de financiamento: o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a carteira hipotecária. O SFH é mais barato – os juros estão limitados a 12% ao ano mais TR, mas o valor do imóvel não pode superar 300 mil reais e o total financiado 150 mil reais. No outro tipo,não há valor-limite, só que os juros também aumentam.
8. Prestação do tamanho do bolso – Definido o tipo de financiamento, é preciso verificar o método que será utilizado para calcular as prestações. Prepare-se para mais uma salada de termos técnicos. Os mecanismos mais usados são a tabela Price e o Sistema de Amortização Constante (SAC). A recomendação do Instituo Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) é clara. “Podendo, é melhor evitar sistemas que usem a tabela Price”, afirma o especialista. O órgão está com um processo na Justiça contra vários bancos por causa da aplicação desse modelo que cobra juros sobre juros, o que é ilegal. Mas nem sempre o comprador tem alternativa, pois as prestações iniciais são mais baixas na tabela Price do que no SAC. O quadro muda no decorrer do contrato: no primeiro, a prestação só cresce, enquanto no SAC diminui. Os sites dos simulam financiamentos pelos dois sistemas.
9. Assinou, não leu… – Contratos de compra e venda são longos e complicados. O ideal é pedir a um advogado para dar uma olhada e sugerir eventuais mudanças. Você também pode consultar um órgão de defesa do consumidor para esclarecer dúvidas. O Procon-SP alerta sobre a necessidade de acrescentar uma cláusula de rescisão caso a compra dependa de financiamento e o crédito não seja liberado. Outro detalhe: se a compra for fechada em parceria com o namorado, é importante descrever no documento a parte de cada um no negócio. Deixará claro o porcentual dele e o seu se desistirem de casar. “Sem isso, se ficar no nome dos dois, o imóvel será dividido pela metade, não importa quem pagou mais”, explica o advogado.
10. Mais gastos no final – É importante lembrar que na prestação do financiamento também são incluídos dois seguros obrigatórios – seguro de vida do proprietário e danos ao imóvel, que correspondem a cerca de 7% a 10% do valor da parcela mensal. Além disso, prepare-se para outros gastos extras: taxa de análise do crédito e de avaliação do imóvel, cobradas pelo banco; custo de registro do contrato em cartório; e Imposto de Transmissão de Bens Intervivos, tributo que varia de acordo com o município. Reserve pelo menos 2% do valor do bem para essas despesas. Com toda a documentação legalizada, pode chamar os amigos e comemorar a aquisição. A casa é sua!

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