Anistia Internacional pede que presidente eleito investigue abusos de golpistas em Honduras
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Fonte do Artigo:
26 Janeiro, 2010 14:01:32
Na véspera de assumir o governo, o presidente eleito de Honduras, Porfírio “Pepe” Lobo, recebeu hoje (26) da Anistia Internacional...
Na véspera de assumir o governo, o presidente eleito de Honduras, Porfírio “Pepe” Lobo, recebeu hoje (26) da Anistia Internacional um pedido: investigar abusos cometidos durante o golpe de Estado, em 28 de junho do ano passado. Segundo o organismo, houve violência sexual cometida contra crianças e mulheres, espancamentos e ameaças de intimidação a autoridades. Para a Anistia Internacional, é fundamental que “Pepe” determine uma apuração completa das ações das forças de segurança no período do golpe e nos dias posteriores. De acordo com o organismo, é necessário ainda punir os responsáveis pelos abusos e não conceder anistia. Do contrário, há riscos de reincidência. “O presidente Lobo deve assegurar um novo começo para os direitos humanos em Honduras, garantindo que os abusos cometidos desde o golpe de Estado não sejam esquecidos nem ficam impunes”, afirmou o diretor-adjunto do programa da Anistia Internacional Américas, Kerrie Howard. O golpe de Estado em Honduras foi promovido por uma ação conjunta envolvendo integrantes das Forças Armadas, da Suprema Corte e do Congresso Nacional sob o comando do atual presidente hondurenho, Roberto Micheletti. Na ocasião o então presidente Manuel Zelaya foi deposto e deixou o país. Depois, em setembro, ele retornou à capital hondurenho e abrigou-se na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa (capital de Honduras).Para o governo brasileiro, o governo Micheletti e a eleição de “Pepe” Lobo não devem ser reconhecidos como legítimos porque teriam se consolidado com base no golpe de Estado. O assunto será tema de discussão na reunião do Grupo do Rio, que vai ser realizada em Cancun (México), no final de fevereiro.A Anistia Internacional divulgou que opositores ao golpe foram espancados e detidos pelas forças de segurança. Pelo menos dez pessoas foram mortas durante os protestos, segundo relatórios do organismo. Autoridades policiais e militares teriam utilizado gás lacrimogêneo e outros equipamentos de controle de multidão. Segundo dados da Anistia Internacional, houve ameças e intimidações a líderes da oposição e juízes, além de censura a meios de comunicação e jornalistas. Há, ainda, suspeitas de abusos, estupros e violência sexual contra mulheres e meninas. O presidente eleito propõe um amplo debate sobre uma eventual lei de anistia. O assunto está no Congresso Nacional de Honduras e as negociações indicam que todos os envolvidos – dos algozes às vítimas – seriam perdoados. O objetivo é tentar uma conciliação e evitar punições.“Propostas para introduzir medidas de anistia por violações de direitos humanos são simplesmente inaceitáveis”, afirmou Howard. “[Se isso ocorrer] pode significar um sinal verde para novas violações em Honduras”, advertiu.O que há de novo
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