Perguntas sobre estresse pré-vestibular
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Fonte do Artigo:
07 Agosto, 2008 10:43:00
Nervos em frangalhos, os jovens sofrem e muito com a pressão pelo bom desempenho no dia D. Mas dá para chegar lá sem trauma.
1 - Quantas horas de sono são recomendadas?
"Em média deve-se dormir oito horas por noite", diz Luciano Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Mas não dá para falar em tempo ideal porque é preciso levar em conta as necessidades individuais." De qualquer forma, o importante é respeitar os limites do corpo, evitar horários irregulares e jamais tomar drogas sem indicação médica - sejam aquelas que induzem ao sono, sejam as que prolongam o estado de vigília para umas horinhas extras de estudo.
2 - Quais os principais sintomas de estresse entre quem vai prestar o vestibular?
Eles variam de acordo com o sexo, garante um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), realizado em 2003. "As meninas costumam sofrer mais", diz Sandra Leal Calais, uma das autoras. "Ficam irritadas e choram por qualquer motivo. Já os garotos sentem dores no corpo e têm lapsos de memória." Alergias e queda de cabelo também são freqüentes tanto para eles como para elas.
3 - Que mudanças ocorrem no organismo durante esse período?
Hormônios como os corticóides, são liberados no sangue e deixam o corpo de prontidão - um mecanismo de luta e fuga desenvolvido pelo homem primitivo. Ao deparar com uma fera, o organismo se preparava para enfrentá-la ou escapar dela. Hoje, sob forte tensão, a respiração se torna ofegante, os batimentos cardíacos se aceleram e os músculos se preparam para entrar em ação. "O corpo reage como se estivesse ameaçado", diz Ronald Guttmann, psicólogo de São Paulo.
4 - Guaraná em pó ajuda na concentraçao?
Não. "Estimulantes como o guaraná em pó dão a sensação de que você está alerta, mas não colaboram para melhorar o rendimento", esclarece a nutricionista Marcia Daskal Hirschbruch, de São Paulo. Pior: podem até atrapalhar a vida de quem, mais do que nunca, precisa estar com a saúde em dia. Consumidos de estômago vazio, por exemplo, chegam a causar desidratação e problemas estomacais, como gastrite.
5 - É verdade que o estresse pré-vestibular está relacionado ao aparecimento de algumas doenças?
Sim. Os hormônios de que falamos podem comprometer o funcionamento do sistema imune. "Acima de níveis toleráveis, os corticóides impedem que os glóbulos brancos, responsáveis por combater microorganismos invasores, amadureçam", explica Ayrton de Magistris, fisiopatologista de São Paulo. Resfriados, inflamações na garganta e problemas estomacais podem se tornar mais freqüentes.
6 - Como administrar o tempo de estudo?
"O segredo está na organização", resume Ivo Carraro, diretor educacional do Curso Positivo Bate!, em Curitiba. Você só precisa tomar medidas simples, mas eficazes: tenha horário e lugar fixos para estudar; arquive cada matéria em uma pasta, assim como faz no computador; trace um plano de estudos viável. Desse jeito fica mais fáál cumprilo; revise diariamente o que aprendeu e tente sanar eventuais dúvidas; faça pequenos intervalos bastam dez minutos - entre o estudo de uma matéria e o de outra.
7 - O que devo fazer para aliviar as tensões nesse período?
Procure arrumar um tempo para fazer o que gosta. "Passeie, namore, vá ao cinema. O que não pode é viver o tempo todo em função dos exames", enfatiza Ronald Guttrnann. Respeitar o sono é importante. Comer direito idem. Se você costuma praticar urna atividade fisica, mantenha esse hábito, as com moderação. Caso leve vida sedentária, caminhadas regulares só vão fazer bem. Há outras saídas desestressantes, como as que sugerimos abaixo.
Alívio a jato
A acupuntura ajuda a liberar serotonina e endorfina, substâncias que dão bem-estar e aliviam dores.
Os florais podem ser úteis para o equilíbrio emocional.
Massagens relaxantes melhoram a circulação e aliviam a tensão muscular.
8 - Como evitar o famoso "branco" na hora da prova?
Um bom jeito é fazer os simulados. Além do treinamento intelectual, esses exames ajudam muito no controle das emoções, garante Ivo Carraro. Para aliviar a ansiedade, tente esta técnica de respiração, ensinada pela psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo: inspire o ar pelo nariz até encher bem os pulmões, ao mesmo tempo que levanta os braços. Expire pela boca, abaixando os braços. Repita o exercício de cinco a dez vezes.
9 - Qual a alimentação adequada para os dias que antecedem o vestibular?
"Equilíbrio é a palavra-chave", responde a nutricionista Marcia Daskal, de São Paulo. "Nas refeições principais, priorize carboidratos (massa, arroz integral), proteínas (carne, frango, peixe) e fibras (frutas, verduras). Durante o dia, faça pequenos lanches de três em três horas e beba bastante água. Evite doces, pois o açúcar é digerido facilmente e faz as reservas de energia se esgotarem rapidamente.
10 - A pressão dos familiares prejudica o bom rendimento do estudante?
"Ela atrapalha quando engrossa o coro de cobranças da escola, que já não é pequeno, ou fala o tempo todo sobre vestibular, como se não houvesse outro assunto", diz a psicóloga Maria Flávia Ferreira, de São Paulo. "A família deve apoiar, orientando no que puder, mas sem interferir demais na rotina do adolescente".
"Em média deve-se dormir oito horas por noite", diz Luciano Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Mas não dá para falar em tempo ideal porque é preciso levar em conta as necessidades individuais." De qualquer forma, o importante é respeitar os limites do corpo, evitar horários irregulares e jamais tomar drogas sem indicação médica - sejam aquelas que induzem ao sono, sejam as que prolongam o estado de vigília para umas horinhas extras de estudo.
2 - Quais os principais sintomas de estresse entre quem vai prestar o vestibular?
Eles variam de acordo com o sexo, garante um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), realizado em 2003. "As meninas costumam sofrer mais", diz Sandra Leal Calais, uma das autoras. "Ficam irritadas e choram por qualquer motivo. Já os garotos sentem dores no corpo e têm lapsos de memória." Alergias e queda de cabelo também são freqüentes tanto para eles como para elas.
3 - Que mudanças ocorrem no organismo durante esse período?
Hormônios como os corticóides, são liberados no sangue e deixam o corpo de prontidão - um mecanismo de luta e fuga desenvolvido pelo homem primitivo. Ao deparar com uma fera, o organismo se preparava para enfrentá-la ou escapar dela. Hoje, sob forte tensão, a respiração se torna ofegante, os batimentos cardíacos se aceleram e os músculos se preparam para entrar em ação. "O corpo reage como se estivesse ameaçado", diz Ronald Guttmann, psicólogo de São Paulo.
4 - Guaraná em pó ajuda na concentraçao?
Não. "Estimulantes como o guaraná em pó dão a sensação de que você está alerta, mas não colaboram para melhorar o rendimento", esclarece a nutricionista Marcia Daskal Hirschbruch, de São Paulo. Pior: podem até atrapalhar a vida de quem, mais do que nunca, precisa estar com a saúde em dia. Consumidos de estômago vazio, por exemplo, chegam a causar desidratação e problemas estomacais, como gastrite.
5 - É verdade que o estresse pré-vestibular está relacionado ao aparecimento de algumas doenças?
Sim. Os hormônios de que falamos podem comprometer o funcionamento do sistema imune. "Acima de níveis toleráveis, os corticóides impedem que os glóbulos brancos, responsáveis por combater microorganismos invasores, amadureçam", explica Ayrton de Magistris, fisiopatologista de São Paulo. Resfriados, inflamações na garganta e problemas estomacais podem se tornar mais freqüentes.
6 - Como administrar o tempo de estudo?
"O segredo está na organização", resume Ivo Carraro, diretor educacional do Curso Positivo Bate!, em Curitiba. Você só precisa tomar medidas simples, mas eficazes: tenha horário e lugar fixos para estudar; arquive cada matéria em uma pasta, assim como faz no computador; trace um plano de estudos viável. Desse jeito fica mais fáál cumprilo; revise diariamente o que aprendeu e tente sanar eventuais dúvidas; faça pequenos intervalos bastam dez minutos - entre o estudo de uma matéria e o de outra.
7 - O que devo fazer para aliviar as tensões nesse período?
Procure arrumar um tempo para fazer o que gosta. "Passeie, namore, vá ao cinema. O que não pode é viver o tempo todo em função dos exames", enfatiza Ronald Guttrnann. Respeitar o sono é importante. Comer direito idem. Se você costuma praticar urna atividade fisica, mantenha esse hábito, as com moderação. Caso leve vida sedentária, caminhadas regulares só vão fazer bem. Há outras saídas desestressantes, como as que sugerimos abaixo.
Alívio a jato
A acupuntura ajuda a liberar serotonina e endorfina, substâncias que dão bem-estar e aliviam dores.
Os florais podem ser úteis para o equilíbrio emocional.
Massagens relaxantes melhoram a circulação e aliviam a tensão muscular.
8 - Como evitar o famoso "branco" na hora da prova?
Um bom jeito é fazer os simulados. Além do treinamento intelectual, esses exames ajudam muito no controle das emoções, garante Ivo Carraro. Para aliviar a ansiedade, tente esta técnica de respiração, ensinada pela psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo: inspire o ar pelo nariz até encher bem os pulmões, ao mesmo tempo que levanta os braços. Expire pela boca, abaixando os braços. Repita o exercício de cinco a dez vezes.
9 - Qual a alimentação adequada para os dias que antecedem o vestibular?
"Equilíbrio é a palavra-chave", responde a nutricionista Marcia Daskal, de São Paulo. "Nas refeições principais, priorize carboidratos (massa, arroz integral), proteínas (carne, frango, peixe) e fibras (frutas, verduras). Durante o dia, faça pequenos lanches de três em três horas e beba bastante água. Evite doces, pois o açúcar é digerido facilmente e faz as reservas de energia se esgotarem rapidamente.
10 - A pressão dos familiares prejudica o bom rendimento do estudante?
"Ela atrapalha quando engrossa o coro de cobranças da escola, que já não é pequeno, ou fala o tempo todo sobre vestibular, como se não houvesse outro assunto", diz a psicóloga Maria Flávia Ferreira, de São Paulo. "A família deve apoiar, orientando no que puder, mas sem interferir demais na rotina do adolescente".
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