Preço da cesta básica apresenta queda de 1,92% em agosto
PublicidadeCampo Grande (MS) - O Índice da Cesta Básica Alimentar em Campo Grande-MS, composta por 15 itens para a alimentação diária de um trabalhador adulto, para o mês de agosto, apresentou decréscimo de 1,92% em relação ao mês anterior, registrando um custo de R$ 209,78, enquanto no mês anterior foi de R$ 213,88
As variações acumuladas registraram, nos últimos 12 meses, queda de 2,08%; nos últimos seis meses -3,27% e, no ano, decréscimo de 1,09%. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia (Semac).
Dos 15 produtos que compõem a cesta básica, nove registraram quedas: batata (9,91%); feijão (6,16%); arroz (4,51%); alface (3,69%); carne (2,91%); leite (2,79%); laranja (2,62%); óleo (1,20%) e macarrão (0,65%). Seis produtos acusaram alta de preço: tomate (14,36%); açúcar cristal (4,56%); sal (3,23%); banana (2,30%) e margarina (1,54%). O pão manteve seu preço inalterado.
A boa safra da batata no período aumentou a oferta do produto e conseqüente queda de 9,91% em seu preço. O preço do feijão registrou queda de 6,16%, índice já esperado devido à normalização dos estoques. Os estabelecimentos pesquisados apostaram nas promoções. Segundo a pesquisa, há alguns meses, a queda de preço de algumas marcas do feijão e arroz, produtos de peso no bolso do trabalhador, este fato se deve à boa safra no período.
Ainda cabe ressaltar também a queda da carne de 2,91%, que teve suas cotações abaixo no mercado internacional. Desde janeiro, o produto está apontando oscilações no mercado varejista. Após um período de queda, o tomate apresenta alta de 14,36%, nos últimos seis meses registrou variação acumulada de 0,87% positivo
Já o açúcar subiu 4,56%. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a explicação é a escassez desse produto no mercado, por causa da quebra da safra indiana. Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores quedas foram: feijão, arroz, alface, óleo e carne e as maiores altas: açúcar cristal, leite, batata, sal e margarina.
Quanto à renda, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 465,00) comprometeu em agosto, 45,11% do seu salário para aquisição da cesta alimentar, restando-lhe R$ 255,22 para ser utilizados para atender suas outras necessidades básicas como água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros.
Para adquirir a cesta, o trabalhador precisou gastar 99 horas e 15 minutos da sua jornada de trabalho mensal de 220 horas, no levantamento anterior quando eram necessárias 101 horas e 11 minutos.
Cesta Básica Familiar
Recomendada para uma família composta por cinco pessoas, o Índice da Cesta Familiar de Campo Grande, em agosto, apresentou queda de 0,26%, fechando o mês com um custo de R$ 949,19 enquanto no mês de julho foi de R$ 951,65. A variação acumulada dos últimos 12 meses foi de 3,16%, nos últimos seis meses contabilizou queda de 0,03% e, no ano, 3,59%. Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a cesta familiar, 20 apresentaram alta de preços, 21 registraram queda e três mantiveram seu preço inalterado.
No grupo Alimentação, a pesquisa constatou queda de 0,26%, em destaque: batata (9,88%); feijão (6,10%); farinha de trigo (5,10%); mandioca (4,69%); arroz (4,48%); café (4,35%); alface (3,67%); tomate (3,44%); carne (2,91%) e couve em folha (2,79%). Os principais produtos com as maiores altas foram: tomate (14,36%); cenoura (10,24%); mamão (7,14%); açúcar cristal e sal (4,52%) e cebola (3,48%). Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão e pão doce.
Conforme pesquisa anterior a farinha de trigo permaneceu em queda devido às cotações baixas no período, registrando queda de 5,10%. O café registrou no mês em questão decréscimo de 4,35%, devido às cotações que recuaram no mercado brasileiro e o ritmo de comercialização reduziu e, em consequência, houve queda dos preços.
Os produtos hortifrutigranjeiros foram colaboradores da proximidade da estabilidade do pacote da Cesta Alimentar Familiar, com exceção do tomate, cenoura e mamão que apresentaram acentuadas altas. De acordo com a pesquisa, os estoques estão em baixa, reduzindo o volume ofertado, fator que causa aumento de preço.
De acordo com a pesquisa, a coleta de preços, por obedecer a aspectos metodológicos, não realiza coleta nas quintas-feiras, notório dia da semana de ofertas e promoções nas principais redes de supermercados. Embora a pesquisa não se restrinja a tão somente a esses estabelecimentos, mas também inclui estabelecimentos em diversos pontos comerciais de Campo Grande, como padarias, casas de carne, peixarias e supermercados na periferia.
O Grupo Higiene Pessoal registrou uma variação positiva de 0,86%. Os produtos que registraram altas foram: absorvente (2,480%); dentifrício (2,11%) e papel higiênico (1,33%). Os produtos que acusaram queda : sabonete (1,47%) e lâmina de barbear (0,48%).
O Grupo Limpeza Doméstica apresentou queda de 1,08%, destacando os seguintes produtos: esponja de aço (2,67%) e sabão em pó (4,82%). Os produtos que apresentaram alta de preço: cera em pasta (4,05%); desinfetante (2,06%); água sanitária (1,55%) e sabão em barra (1,43%). Detergente não registrou alteração de preço.
A pesquisa verificou que houve um comprometimento de 40,83% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.325,00) para atender uma família composta por cinco pessoas.
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