Turismo
de Incentivo
Turismo de Incentivos.E que Incentivos...
Parabéns! Ganhar o Brasil de presente é
muito mais do que receber um prêmio de reconhecimento
profissional. Ganhar o Brasil de presente é
algo inesquecível, pra toda vida.
Nessas horas, não tem o que pensar. É
fazer as malas e preparar o espírito e escolher.
Da floresta amazônica às cataratas
do Iguaçu, da Bahia ao Rio de Janeiro, por
todo o canto de seu imenso território, o
que se verá é um país surpreendentemente
lindo.
Conhecer o Brasil é ter consciência
que a festa, ah... a festa vai começar. E
é daquelas que ninguém pode perder.
Incentivo rumo ao Rio de janeiro
E começar pelo Rio de Janeiro então,
é começar em grande estilo. O Rio
de Janeiro, todo mundo sabe, é um estado
de espírito, uma cidade de gente bonita,
hospitaleira e bem humorada.
São muitos os Rios. Tem o Rio do mar, das
praias de Copacabana, Ipanema, da Barra da Tijuca,
do Recreio dos Bandeirantes. Tem o Rio do sol, do
surfe, do futevôlei, do voleibol, do frescobol,
da asa-delta, do ultra-leve. Tem também o
Rio do Maracanã, das escolas de samba, do
Cristo Redentor; o Rio monumental, com fortes históricos,
museus e teatros; o Rio imperial, da praça
15 ao Solar de São Cristóvão;
tem o Rio bucólico do vaivém dos bondinhos
pelas ladeiras do bairro de Santa Teresa, do sossego
da ilha de Paquetá; o Rio da Lagoa Rodrigo
de Freitas, do Jardim Botânico e da Floresta
da Tijuca, a maior do planeta fincada numa área
urbana.
O Rio Janeiro não é só a
cidade do Rio de Janeiro. Tem o feitiço da
Ilha Grande (Distrito de Angra dos Reis), com suas
praias cristalinas e noites tão estreladas
como as de um planetário. Tem Angra dos Reis,
onde o turista pode alugar escunas e navegar entre
iates luxuosos. Tem Parati, cidade colonial histórica,
de ruas estreitas e serestas ao luar. Tem a região
dos Lagos, onde está Búzios que revela
belas curvas nas suas enseadas e promontórios.
Tem Sua Majestade Petrópolis, cidade do imperador
Dom Pedro II, que preserva a realeza dos velhos
tempos. Tem Visconde de Mauá, na região
serrana, ideal para caminhada por trilhas e revigorantes
banhos de cachoeira.
Não é por nada não. Mas o
Rio de Janeiro – cidade e Estado – tem
o Dedo de Deus. Quem quiser a provar basta ir a
Teresópolis, capital do montanhismo. Lá,
está ele, esculpido numa das montanhas da
serra dos Órgãos. Amem!
O Cristo Redentor é visita mais do que
obrigatória. Mais popular cartão postal
do Brasil, esse gigante de pedra tem 38 metros de
altura e 29 metros de envergadura e está
fincado no topo do Corcovado. Abre os braços
sobre a cidade do Rio de Janeiro e sua imagem à
noite, iluminado, impressiona.
Incentivo rumo a Bahia
Na Bahia estão muitos brasis. Estado da
primeira capital do País, revela-se como
uma síntese da miscigenação
de influências, da conciliação
e do sincretismo cultural que deu origem ao irrequieto,
alegre e acolhedor povo brasileiro.
Para desfrutar a Bahia é preciso “rodar
a baiana”, o que requer sobretudo animação
e fôlego. Afinal, em que lugar do mundo se
canta, se dança, se sua mais, enfim, do que
nas incontáveis festas daqui?
A capital, Salvador, é uma metrópole
repleta de museus, fortes e igrejas centenárias.
Mas o que ela exala mesmo é o molho cultural
africano, um dos mais saborosos temperos do Brasil.
Ele está em toda parte: nos quitutes dos
tabuleiros das baianas, nas rodas de capoeira que
giram ao som de berimbaus, nos atabaques do candomblé,
no ritual da lavagem das escadarias dos templos
católicos, na lembrança histórica
de construções como o conjunto do
Pelourinho e o Mercado Modelo, nos jovens que num
piscar de olhos escalam os coqueiros da orla marítima
para aplacar, com água medicinal e refrigerante,
a sede que acompanha o deslumbramento.
Para além da capital, toda orla baiana
tem o contorno de costas suaves, bronzeadas pelo
sol, que convidam o viajante a deitar-se sobre sua
pele de areias finas e claras e sentir a brisa constante
que sopra do mar. Ao norte, a Costa dos Coqueiros
ainda preserva praias extensas e desertas, povoada,
aqui e ali, de lagoas, mangues, dunas, vilas de
pescadores e estuários. No trecho, as praias
de Imbassaí, Forte, Arembepe, Sauípe
e Conde estão entre as mais procuradas pelos
turistas. Ao Sul, Morro de São Paulo, adornada
de corais; Ilhéus, de praias selvagens e
fazendas de cacau; Olivença, a estância
hidromineral de águas escuras; Abrolhos,
onde se mergulha num colorido mundo de corais; além
do entorno de Porto Seguro, local em que o Brasil
foi descoberto em 1500 por Pedro Álvares
Cabral, são passeios inesquecíveis.
O Pelourinho. Uma das partes mais antigas da cidade,
está sendo restaurada e se tornou um importante
centro de cultura da cidade. Lá concentram-se
inúmeros grupos artísticos que ensaiam
pelas ruas e fazem apresentações no
largo do Pelourinho. O mais famoso desses grupos
é o Olodum, consagrado internacionalmente
pela sua percussão singular.
Incentivo rumo a Foz do Iguaçu
Água, água, água. No extremo
oeste do Estado do Paraná, na fronteira com
a Argentina, depois de correr 1.320 quilômetros
por entre margens quase sempre simétricas
e regulares, o rio Iguaçu espalha-se até
a largura de 4.800 metros no alto da floresta nativa
do Parque Nacional do Iguaçu e despenca ruidoso
no precipício. Trata-se do maior volume de
queda d’água do mundo.
No verão, quando a vazão do rio
chega a 6.500 m³ por segundo, contam-se 275
quedas em abismos de até 90 metros de altura.
Depois, todo esse mundão de água,
ainda gera a energia de Itaipu – a mais importante
hidrelétrica do Brasil –, antes de
morrer no mar.
O espetáculo das cataratas é um colírio
para os olhos. E só depende do que se quer
ver. Uma caminhada pela passarela de 1,5 km fincada
no meio da mata, junto às escarpas, conduz
a inúmeros mirantes e à Garganta do
Diabo, que se queda em forma de ferradura. Arco-íris
colorem a névoa permanente produzida pelas
águas. Por detrás delas, nos paredões
dos despenhadeiros, andorinhões de asas longas
e estreitas bailam em ziguezague. Borboletas exibem-se
em bandos, com suas asas coloridas como se fossem
pintadas a mão. O espetáculo dessa
nuvem em revoada chama-se panapanã.
No Parque Nacional do Iguaçu, um Patrimônio
Natural da Humanidade de 185 mil hectares, vivem
animais selvagens ameaçados de extinção
– onça-pintada, veado-campeiro, jacaré-de-papo-amarelo,
entre outros –, 350 espécies de aves
– algumas raras como o gavião harpia
–, e mais de 4 mil espécies de plantas.
Há trilhas indígenas preservadas.
Por isso, se acaso o viajante ouvir algo como um
lamúrio permanente, não se assuste.
Segundo uma lenda indígena, é Naipi,
a linda índia aprisionada por M’Boi,
o governante do mundo, chorando porque vê
seu amor, Tarobá, transformado numa palmeira
que se debruça no abismo para vê-la
eternamente.
É possível fazer um safári
pela floresta do Parque do Iguaçu. Um jipe
vence as trilhas estreitas na mata fechada repleta
de orquídeas, continua a pé pela garganta
do rio Iguaçu e só acaba num barco
inflável diante da ilha de San Martin, de
onde o turista assiste ao espetáculo das
cachoeiras de baixo para cima. Um passeio de helicóptero
também revela toda a ferradura de duchas
de água que compõe as cataratas. O
sobrevôo rasante às cortinas dos saltos
é de tirar o fôlego.
Incentivo rumo ao Amazonas
Às margens plácidas do rio Negro
ergue-se Manaus, a capital do Amazonas, uma clareira
urbana na imensa mata que a abraça. Manaus
começou a crescer assim no início
do século passado: a riqueza dos seringais
trouxe para cá muita gente de longe. Basta
ver seu símbolo maior, construído
por comerciantes europeus durante o ciclo da borracha,
o Teatro Amazonas, com sua fachada de pedras inglesas,
telhas francesas e mármores italianos.
Hoje, porém, o que atrai turistas para
esta terra adorada é o ecoturismo. A partir
de Manaus pode-se penetrar na imensidão da
floresta, perpetuada no verde da bandeira do Brasil.
O Estado é gigante pela própria
natureza. A Floresta Amazônica, o seu berço
esplêndido, se estende por 92 por cento de
sua área de mais de 1,5 milhão de
km² – maior do que os territórios
da França, Itália, Espanha e Portugal,
juntos. Nela vive o maior número de índios
do Brasil – cerca de 100 mil
Por hospedar a maior floresta da Terra e um quinto
de toda água doce do planeta, esse impávido
colosso funde selva e rios numa beleza natural estonteante.
Seus bosques têm muito mais vida: abrigam
a principal reserva de biodiversidade do planeta,
algo como 1,5 milhão de espécies vivas.
Sob a luz do céu profundo, espicham-se árvores
de 50 metros de altura, por onde voam mais de mil
espécies de pássaros. Nas águas
dos rios e igarapés há duas mil espécies
de peixes.
Portanto, prepare-se para viver um sonho intenso.
Durma nos galhos, flutue nos rios, ouça a
sinfonia de pássaros, desfrute o selvagem
charme da natureza nos alojamentos ecológicos
ou em sofisticadas instalações hoteleiras
fincadas em plena mata. Se for junho, vá
a Parintins e junte-se as 100 mil pessoas que assistem
anualmente ao colorido desfile da maior festa da
selva. Dois blocos – Garantido e Caprichoso
– encenam a história do boi-bumbá,
com generosas pitadas de lendas indígenas.
Se contar para alguém que viu e esse alguém
responder que é mentira, não dê
importância. Você viu e isso é
o que importa. De um lado ele é amarelo,
é o rio Solimões. De outro, é
preto, é o rio Negro. Antes de se juntarem
a caminho do Atlântico como rio Amazonas,
eles formam um cordão de 12 km de extensão.
Vá ver esse encontro diário de perto.
E atire uma moedinha: quem acerta a linha divisória
bicolor - isso mesmo, bicolor - tem sorte pra sempre.