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Sexo depois do parto (filhos) - Quando os bebês chegam, a relação sexual fica diferente e, às vezes, demora para engrenar. Em alguns casos, muda para melhor.

Parto psicológico - A estiagem sexual das primeiras semanas pode ir além da quarentena - o período de 40 dias após o parto em que, biologicamente, os órgãos reprodutores femininos estão prontos para voltar à atividade sexual. Ocorre que emocionalmente a mulher não costuma estar pronta. "Em geral, só estará disponível para uma relação sexual 90 dias depois do nascimento do bebê, quando se dá o parto psicológico, o momento da separação psíquica entre mãe e filho", diz a psicóloga coordenadora do setor de psicologia da Casa da Saúde da Mulher, da Unifesp. Antes disso, por se sentir muito ligada ao recém-nascido e ter de se dedicar quase que exclusivamente a ele, a mãe tende a se afastar do marido. "Não significa que deixou de gostar do companheiro. Vive um período de acomodação dos seus afetos", afirma.  

O corpo não pede -
Além do rearranjo emocional, o corpo está em transformação na fase do pós-parto, sofrendo mudanças hormonais que afetam o desejo. "A natureza providenciou para a mulher nessa fase hormônio mais anti-sexo, que é a prolactina", explica. Além de turbinar o sentimento maternal, ajudando na produção de leite, a prolactina inibe os hormônios ligados à sexualidade, como o estrogênio, cuja diminuição pode levar à falta de lubrificação vaginal. Enquanto amamentar, o desejo ficará em baixa, mas seu filho em alta: o leite materno alimenta, imuniza, ajuda no crescimento e no desenvolvimento da inteligência. Mas se você já desmamou o bebê, está menstruando e a libido continua fraca, o médico recomenda verificar o nível de prolactina. "Provavelmente ele está alto", diz. O ginecologista deverá recomendar um tratamento.

Cadê o clima? -
Os hormônios não são os únicos responsáveis pela falta de inspiração sexual. Pesquisa da revista americana Parents, com 944 internautas casadas e mães de crianças de 1 ano e meio, verificou as principais razões que adiam a retomada do sexo. Cansaço, falta de tempo, de privacidade, de desejo e que o marido está exausto foram as mais citadas. No Brasil não há estudo semelhante. Mas sabe-se que, além da falta de desejo, as mulheres se ressentem do corpo, que não é mais o mesmo. E muitos maridos não contribuem para erotizar o clima.

Falta de romance -
Um erro frequente dos casais nessa situação é não experimentar a vida sexual com outras formas de prazer - carinhos, carícias prolongadas, massagens e masturbação. "Os casais esquecem do namoro, pensam apenas na penetração e perdem a criatividade. Usam o mesmo pijama todos os dias, não se tocam. Nem se beijam mais", diz o especialista. "Quando acaba o beijo, acaba a motivação e o sexo", afirma.

Espaços limitados - 
retorno do desejo depende de cada casal. Pode demorar seis meses, um ano, um pouco mais. Mas sempre exige tempo, empenho, paciência e pelo menos uma medida básica: limitar os espaços em casa. Significa colocar a criança para dormir no quarto dela. Depois, é entender o que incomoda, sem querer identificar culpados. Ressentidos com a dedicação exclusiva ao filho, é comum os maridos apontarem o dedo para a mulher. "Não existe um único responsável", diz o especialista.

E se o casal for pego no flagra? - O quer fazer se, de repente, o filho irrompe no quarto e vê o papai e mamãe transando? Muita calma nessa hora. Nada de desespero ou atitudes intempestivas. Respire fundo e espere a clássica pergunta: "O que vocês estão fazendo?" Não responda o que não for perguntado. "Crianças pequenas, entre 2 e 4 anos, não estão prontas para tecnicismo. Basta o casal dizer que brincava, afinal, era isso mesmo", diz o especialista. E complete, avisando que ele, filho, ainda não deve brincar assim. Só gente grande pode. "Se não disser isso, ele vai achar que dá para pular sobre o irmão mais novo, por exemplo", avisa. E, se a criança se assustar com o que vir, os pais devem tranqüilizá-la. Dizer que não estavam se machucando. Para evitar constrangimentos, psicólogos recomendam sempre passar a chave na porta do quarto do casal e não dos filhos. Se a criança acordar no meio da noite e bater na porta, abra. Porque, provavelmente, ela vai ficar chorando do lado de fora e sexo não combina com chororô de filho..