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O Suicídio, segundo a psicologia - Chamamos Suicídio a ação pela qual uma pessoa acaba com sua própria vida. Segundo especialistas na área de comportamento humano, esta é uma conduta autodestrutiva porque pode conduzir diretamente à morte ou pode ser uma tentativa, por trás da qual existe sempre uma intenção letal em sua essência.
Neste artigo serão tratadas as características humanas que predispõem mais para esta tendência, os fatores de risco e os tipos de suicídio que se conhecem. Parte-se do pressuposto de que é quase impossível prevenir o suicídio. Portanto, este trabalho pretende classificar determinadas pessoas ou situações no perfil de "alto risco". A sua escassa prevenção sempre será fator de sentimentos de culpa e hostilidade entre familiares e amigos.

Condutas autodestrutivas no ser humano:
O ser humano continuamente vive praticando ações autodestrutivas como por exemplo fumar, beber em excesso, praticar esportes de risco, etc., mas a intenção clara não é a de acabar com a própria vida, e sim a de experimentar determinados prazeres. Quando uma pessoa tem uma intenção de suicídio não procura distrações ou prazeres. Sua única intenção é acabar com o seu sofrimento, porque não consegue ver uma luz no fim do túnel nem possíveis saídas. 

Tipos de ações suicidas:   
Suicídio consumado: conduta autodestrutiva e autoinfringida que culmina com a morte da pessoa; 

Suicídio frustrado:
é o ato suicida que não chega a consumar-se por alguma razão muitas vezes alheia à vontade do indivíduo; 

Intenção de suicídio:
dano autoinfringido com diferente grau de intenção de morrer e de causar lesões corporais; 
Idealização suicida: maneira de confrontar os problemas de determinadas pessoas;

Gesto suicida:
Ameaça com feitos sobre uma conduta autodestrutiva que se levará a cabo. Está acostumado a estar carregado com simbolismos. 

Ameaça suicida: Equivale ao gesto suicida, só que, neste caso, são utilizadas palavras. 

Equivalentes suicidas: são as mutilações ou sofrimentos que uma pessoa pode infligir-se a si mesma (por exemplo, deixar de se alimentar com o intuito de aniquilar o corpo). 

Suicídio coletivo: conduta de autodestruição praticadas por várias pessoas ao mesmo tempo, quase sempre sob a indução de um líder. É mais comum entre fanáticos de alguma espécie. 

Suicídio racional:
é aquele em que uma pessoa que passa por uma longa e incurável enfermidade, decide colocar um fim em seu sofrimento através da morte.

Vale ressaltar que as tentativas de suicídio equivalem a um "pedido de socorro" inconsciente. Por isso é necessário controlar de perto as pessoas que se valem desse tipo de ação, pois a tendência é repeti-la, com risco de chegar ao suicídio consumado.

É possível explicar a tendência suicida? São vários os "modelos" de pessoas com esse tipo de tendência mórbida. Abordaremos aqui quatro deles: biológico, genético, psicológico e sociológico. 
Modelo Biológico: em muitas pessoas que apresentam certa vulnerabilidade para o suicídio se observou, através de exames, baixos níveis de serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e saciedade.

Modelo Genético: o estudo de antecedentes genealógicos confirma que a propensão para o suicídio pode decorrer de uma transmissão genética. 

Modelo Psicológico:
segundo a Psicanálise, o suicídio é um homicídio praticado contra si mesmo. Esse modelo propõe explicar que a causa pode ser a sensação de abandono por parte do mundo que cerca o indivíduo, provocando nele uma animosidade agressiva contra esse mundo, só que ele dirige essa agressividade contra si próprio.

Modelo Sociológico: as taxas de suicídio diferem em número de país para país, ou seja, cada sociedade apresenta maior ou menor tendência para os casos de suicídio. Paradoxalmente, quanto mais desenvolvida é uma sociedade, quanto menos "problemas" reais ela apresenta, mais crescente é o número de pessoas que buscam nesse ato a "solução" para os problemas da vida. Há também os casos de suicídio ritualístico, que se enquadra nesse modelo sociológico. 

Fatores de risco mais evidentes: 
Um pouco antes da década de 60 a maior proporção de suicídios consumados era verificada entre os idosos (mais de 65 anos). Entretanto, esse quadro mudou e hoje o maior número de suicidas ou de tentativas de suicídio ocorre na faixa dos 15 aos 45 anos de idade. A causa mais aparente é a desilusão amorosa ou o fracasso na vida profissional. É importante destacar, todavia, que 98% dos pacientes suicidas consumados apresentam algum transtorno de origem psicológica.
A enfermidade psiquiátrica com maior risco para o suicídio é a depressão, e os três sintomas da depressão relacionados com o suicídio são: 
- insônias;
- descuido com a aparência pessoal; 
- diminuição da capacidade cognitiva. 
A segunda enfermidade com maior risco para um quadro de suicídio é a esquizofrenia e a terceira, o abuso de substâncias tóxicas, como o álcool, a cocaína, e outras drogas que causam dependência química. 
As situações de mudança de qualquer tipo, as rupturas e o desinteresse são também fatores de risco suicida.
Segundo a visão de especialistas, a vida pode parecer dura ou implacável para os fracassados, os fracos ou para os deprimidos, os quais não buscam enfrentar e vencer os obstáculos. Antes se sentam diante deles e se entregam em lamentar. E isso acaba se tornando um círculo vicioso que leva cada vez mais ao fracasso, ao abandono e à vontade de por um fim nos "problemas", pondo um fim na vida, como se viver fosse o problema. A busca de uma solução para este estado mórbido de consciência é a própria conscientização de que tudo pode se revolver quando se busca um equilíbrio interior. Quando se conhece o "adversário", através do autoconhecimento e do auto-equilíbrio, é possível enfrentar situações que momentaneamente possam parecer insolúveis. Quando o fator de risco tem origem num desequilíbrio biológico é imprescindível recorrer a um psiquiatra. Existem no mercado medicamentos que fazem verdadeiros "milagres" nesse setor. Mas a ênfase fica no seguinte: o paciente precisa se conscientizar e desejar se curar, pois a cura acontece realmente de dentro para fora, não pelo caminho inverso.