VIVENDO
EM FAMÍLIA - Os pais encaram
a delicada tarefa de criar os filhos até que
eles sejam capazes de agirem por si mesmos, e o fazem
enquanto eles mesmos vão crescendo como pessoas.
Podemos ensinar aos nossos filhos tudo que sabemos,
mas sem esquecer também tudo que aprendemos
deles e com eles. Criar uma família pressupõe
experiências compartilhadas entre pais e filhos,
que vão vivendo e aprendendo uns com os outros.
Neste sentido, muitos psicólogos e educadores
parecem concordar que o núcleo familiar é
um espaço especialmente adequado para que se
destaquem três aspectos essenciais ao correto
desenvolvimento da personalidade humana: o amor, a
capacidade de disciplina e a autonomia.
O amor que todos necessitamos, e especialmente as
crianças, é aquele que se pode expressar
assim: "Te quero não pelo que fazes ou
deixas de fazer, mas simplesmente por seres quem és."
Este tipo de afeto:
» Infunde confiança
em quem o recebe;
» Lhe ajuda a construir uma
imagem de seu próprio valor;
» Lhe induz a agir sem temor
às conseqüências do fracasso.
Para encontrar a maneira correta de transmiti-lo devemos
levar em conta:
» Condenar o pecado, mas não
o pecador;
» Elogiar a criança
por si mesma e não por seus atos;
» Demonstrarmos o amor que
por ele sentimos;
A disciplina pressupõe uma ação
dirigida a um fim determinado. As crianças
precisam conhecer a realidade e ajustar-se a ela para
aprender a utilizar as ferramentas que têm ao
seu alcance e poder agir com eficácia;
Chegar a ser pessoas autônomas, disciplinadas,
responsáveis, afetuosas e criativas pressupõe
ter que empenhar por reconhecer e delimitar nossa
realidade. Seja para compreender, transcender ou simplesmente
explorar, todos os territórios da vida devem
ser bem definidos por alguns limites e fronteiras
onde estão encerrados direitos e deveres.
Necessitaremos, para percorrer estes espaços,
de um grande sentido comum que nos permita enfrentar
com inteligência os perigos e termos tolerância
para nos mantermos sensíveis e abertos ao desconhecido.
E, entretanto, vivemos pondo em prática estas
estratégias, se as ensinamos também
a nossos filhos que, por sua vez, nos estão
relembrando, na simplicidade de sua infância,
lições de comunicação
com o mundo e de confiança na vida.
No caminho para a independência e a autonomia,
é uma sorte que os pais possam permitir aos
filhos acertos e erros de conclusões, desde
que não lhes causem danos.
Toda uma caminhada que termina em fortaleza de ânimo.
Não podemos evitar-lhes as frustrações,
mas sim podemos estar ao seu lado para ensinar-lhes
as lições de cada acerto, o crescimento
que cada fracasso pode proporcionar, se sabem interpretar
os verdadeiros ensinamentos que encerram.
A autonomia chegará por si mesma quando se
aprende com a própria experiência de
que o verdadeiro êxito chega quando o ser humano
é capaz de vencer-se a si mesmo.
Vendo crescer os filhos em família, os adultos
recordam sua própria responsabilidade como
seres humanos, pertencentes à grande família
humana, e comprometidos com a tarefa de ser cada vez
pessoas melhores.
Pais e filhos aprendendo a viver!
|