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SONHOS SÃO EXPERIÊNCIAS REAIS - Em primeiro lugar, um sonho é uma experiência real no mundo espiritual. Não existe apenas um mundo físico de realidade material evidente para nós; há também um reino anímico, imaterial e invisível. Segundo Cayce, depois da morte permanecemos conscientes e vivos, evoluindo nesse mundo imaterial. A cada noite, em nossos sonhos, passamos por experiências que nos aproximam da vivência pós-morte. As leituras de Cayce sugerem que, num certo sentido, nossos sonhos são mais reais do que as experiências vigeis. Eles provavelmente nos mostram uma realidade mais profunda de nós mesmos, um encontro mais autêntico com as forças da nossa mente e da nossa alma. As vivências oníricas podem ser poderosas, sentimos e agimos quando acordados. Os sonhos são muito mais que uma fantasia sem significado. Isso não quer dizer que todo sonho deva ser colocado em ação, literalmente, na vida vígil. Em sua maioria, seus acontecimentos são simbólicos. Temos de desenvolver a capacidade de interpretá-los, percebendo assim como transpor melhor essas genuínas experiências do mundo espiritual para a vida física diária. Além disso, a afirmação de que os sonhos são experiências reais da alma não significa considerá-los infalíveis. Por exemplo, alguns parecem conter previsões que não se realizam. Entretanto, mesmo esses sonhos são provavelmente uma representação real de desejos ou até de receios que temos quanto ao futuro.
A primeira definição de sonho pode ser melhor resumida ao se dizer que nossas vivências oníricas são acontecimentos autênticos que ocorrem num mundo imaterial. Um observador cuidadoso descobrirá quão reais eles são ao constatar que a cada manhã somos um pouco diferentes em atitude por causa dos sonhos que tivemos. Analisemos um exemplo que ilustra essa primeira função. Um homem de trinta e um anos sonhou que estava tendo uma discussão com a esposa e ficou tão desnorteado que começou a espancá-la. Deixou-a inconsciente, agonizando lentamente. A pessoa que sonhara sentiu remorso e implorou-lhe que o relacionamento deles seria melhor no futuro. A interpretação de Cayce sugeriu que aquela tinha sido uma experiência real para a alma do sonhador, experiência cujo objetivo era provocar uma mudança nos pensamentos e sentimentos deste para com a esposa. Embora em vigília não a tivesse espancado, ele vinha sendo negligente.O propósito daquele sonho era desperta nele sentimentos de afeição, solidariedade e atenção pela esposa. O sonho constitui uma experiência genuína de sua alma e teve um profundo impacto sobre ele.
 (Extraído do Livro " O PODER DOS SONHOS" , Martin Claret)