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A virgindade masculina

Quando o menino entra na puberdade, os pais já esperam que, com o tempo e quase que por osmose, o menino avance o sinal progressivamente com suas "ficantes" ou namoradinhas ou, ao entrar na adolescência, seu pai ou mais comum, o amigo safado, se encarregue de levá-lo para alguma prostituta possa iniciá-lo.

É sabido que hoje em dia as prostitutas estão em desuso neste papel de "professoras do sexo" nos grandes centros. O que se faz, então, é transar com a colega de classe que já passou pela mão de vários amigos e se presta a esta função com prazer e de graça ou com a namoradinha virgem que precisa se livrar do hímen, custe o que custar.

Seja como for, a iniciação sexual é tão difícil para os meninos como para as meninas e é um tabu para ambos. A partir da adolescência, ou mesmo no final da puberdade, a virgindade é vista como uma “doença” que deve ser eliminada. É motivo de gozação, de discriminação e até homossexualismo, pois quem não transa tem problemas sérios de cabeça ou é doente mesmo.

O único problema que um menino pode apresentar nesta fase de desenvolvimento é imaturidade emocional e isso não é nem doença, nem homossexualidade, é o esperado para sua idade.

Antes mesmo da primeira relação sexual, sexo, transa, masturbação, tamanho do pênis, revistas e filmes eróticos são os assuntos preferidos pelos grupos de meninos e é nesse momento que um ou outro integrante do grupo pode se sentir acuado pela inexperiência e viabilizar sua iniciação de qualquer jeito, sem qualquer condição emocional para isso.

A maioria dos meninos inicia sua vida sexual forçado pela família, que vive perguntando se ele já transou, ou pelo grupo a que pertence. Instruído pelo filme pornográfico, grande professor da gurizada, o menino inicia sua empreitada com fé e coragem para repetir com as meninas o que faz no banheiro quase todos os dias com a revista erótica na mão.

Este início é difícil para todos, mas poucos admitem que sentem medo, muito medo de falhar. Falhar para um menino é não ter ereção, pois não existe neste momento qualquer preocupação com a parceira e sim se seu pênis vai corresponder a sua expectativa ou não. Não que a parceira não seja importante, mas é tão difícil este começo que não dá para se preocupar com tudo, ou seja, cada um com seus problemas...

Penetrar e ejacular numa vagina de verdade é que faz toda a diferença e, neste momento, o que está em jogo é se o menino vai conseguir ou não.

Se a empreitada foi um sucesso, a experiência foi ótima independente do outro e de ter quase morrido de angústia e tensão, de se sentir desajeitado e meio estranho, mas, se a experiência não deu certo, o menino está jogado a sua própria sorte e aí a coisa se complica.

Para a maioria dos jovens o início sexual é muito ruim. Não sentir prazer para as meninas e não ejacular para os meninos é o que mais perturba o iniciante e o que mais acontece. A menina ainda pode fingir que foi legal para não perder o amigo ou namoradinho da vez, mas o menino não tem como enganar.

Como o menino transa para se auto-afirmar e não para dar prazer à namorada, o que mais o preocupa nem é tanto o fato de seu pênis ter falhado na hora H, o que ele pode até entender, é os outros ficarem sabendo e ele virar motivo de chacota dos amigos, da mocinha insatisfeita e de suas amigas.

O que acabamos percebendo é que adolescentes imaturos e sem apoio da família têm muito mais chance de se precipitarem quanto à iniciação sexual do que aqueles que se sentem à vontade para discutir o assunto com seus pais. E isso não quer dizer que os pais legais são aqueles que deixam os filhos adolescentes transarem dentro de casa e tudo bem, pois esses pais não são legais, eles só deixam os filhos transarem dentro de casa.

Pais legais são os que dão abertura para os filhos esporem suas opiniões e tirarem suas dúvidas, o que vai garantir uma iniciação mais ponderada e compatível com sua maturidade emocional.

Sexo é muito bom, mas feito de qualquer jeito e a qualquer preço NÃO VALE.

Silvana Martani

Formação:

Instituto Unificado Paulista / Faculdade Objetivo 1978 – 1982.

Atuação:

Psicóloga da Clínica de endocrinologia do Hospital Real Beneficência Portuguesa; desde 1984.

Extra-curricular:

* Palestras ministradas aos pacientes obesos, com distúrbios glandulares e diabetes, desde 1989.

Autor : Silvana Martani
Créditos : Renata Rebesco
Fonte : MATÉRIA PRIMMA