SÍMBOLOS ESOTÉRICOS Ao ver
o retrato da Mona Lisa pintado por Da Vinci, ler a
Divina Comédia de Dante Alighieri ou Fausto
de Goethe, um observador atual não deixará
de considerá-los indiscutíveis obras-primas.
Porém, sua compreensão sobre tais trabalhos
de maneira alguma será completa: Leonardo,
Dante e Goethe eram iniciados, e em sua obras estão
presentes diversos elementos indicativos dos conhecimentos
que possuíam nessas áreas; tais símbolos,
amplificadores e enriquecedores das dimensões
artísticas de cada um, hoje em dia são
quase desconhecidos entre nós.
É certo que mesmo nas épocas
desses mestres não havia um grande número
de entendedores integrais de suas obras, mas tampouco
havia nos homens daqueles tempos um desprezo aos símbolos
esotéricos similar ao que nossos contemporâneos
lhes destinaram. Em O Homem e Seus Símbolos
(Editora Nova Fronteira), o famoso psicólogo
Carl Jung faz referência a esse desprezo, lamentando-o:
"O homem moderno não entende o quanto
o seu 'racionalismo' (que lhe destruiu a capacidade
para reagir a idéias e símbolos) o deixou
à mercê do 'submundo' psíquico.
Libertou-se das 'supertições' (ou pelo
menos pensa tê-lo feito), mas neste processo
perdeu seus valores espirituais em escala positivamente
alarmante. Suas tradições morais e espirituais
desintegraram-se e, por isto, paga agora um alto preço
em termos de desorientação e dissociação
universais."
Na tabela abaixo, procuramos fornecer
uma noção clara e precisa sobre este
assunto, tão complexo quanto ignorado.
Mostramos aqui, a simbologia dos sinais gráficos
e as múltiplas conotações adquiridas
pela cruz, em seus vários formatos e nos mais
diversos lugares; examina as significações
contidas nos sistemas numéricos e apresenta
didaticamente o simbolismo que cerca os planetas e
signos astrológicos. Apresentamos um glossário
ricamente ilustrado dos símbolos universais
mais importantes, que certamente devolverá
aos símbolos esotéricos algo das suas
verdadeiras dimensões, ocultas pelo cartesianismo
ocidental.
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