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As otites atacam as crianças o ano todo e mais de uma vez.
Cuidado com elas!

Dor de Ouvido - Até os 3 anos, 70% das crianças terão pelo menos uma infecção de ouvido por ano. É daqueles problemas típicos da infância, que se tornam raros com o tempo, à medida que o sistema imunológico se fortalece. Mas desafiam a paciência dos pais. A sensação é de que uma infecção mal sarou e outra já inicia. Não é bem assim. A criança começa a ser tratada, apresenta melhoras e os pais interrompem a medicação. Então, o processo infeccioso retorna.  
A otite mal curada preocupa os médicos porque a freqüência das infecções pode interferir na audição e ter reflexos no desenvolvimento da criança, como o aumento dos problemas da fala e motricidade. Numa avaliação de 30 crianças de 1 a 5 anos, constatou-se que metade delas havia tido três ou mais infecções de ouvido nos seis meses anteriores à pesquisa. Desse grupo, 11 crianças manifestaram alterações na fala, como voz alta e estridente e comunicação ininteligível, e 10 crianças exibiram comportamento agitado. 
As otites são classificadas de acordo com sua localização, na parte externa ou interna do ouvido. A mais comum é a infecção aguda no ouvido médio, pequena cavidade atrás do tímpano que se liga às fossas nasais pela tuba auditiva. É pela tuba que as secreções do nariz podem chegar ao tímpano. Se a infecção não for tratada corretamente, pode provocar pressão, perfurar o tímpano e até resultar em perda da audição. Outro tipo de otite é a externa, causada por umidade, uso de hastes de algodão (que retiram indevidamente a cera protetora do canal) e até pequenos machucados que a criança faz com a própria unha.
Dois fatores facilitam o aparecimento de otites na criança. Ela tem a tuba auditiva mais curta e mais horizontal que a do adulto. Isso favorece o deslocamento de secreções, causadas por resfriados e infecções de garganta, para o ouvido médio. É por causa dessa anatomia que os médicos recomendam não dar mamadeira aos bebês deitados. Nessa posição, resíduos do leite chegam facilmente à tuba auditiva, contribuindo para o desenvolvimento de bactérias. O segundo fator está associado ao sistema imunológico da criança. Após o desmame, sem a proteção dos anticorpos da mãe, ela fica mais suscetível a doenças até que seu organismo desenvolva as próprias defesas. Daí a maior incidência de otites entre os 7 meses e os 5 anos de idade.
As piscinas são grandes inimigas de quem tem problema no ouvido. A umidade remove a cera protetora, e o excesso de cloro irrita as mucosas nasais, o que aumenta a chance de infecções das fossas nasais. Nos casos de exposição prolongada nas piscinas, os pediatras recomendam pingar uma solução especial de álcool nos ouvidos, para ajudar a evaporação da água, bem como o uso de um tampão embebido em álcool.
Irritabilidade, choro intenso, dor, febre, coceira no ouvido, dificuldade para dormir ou mamar, secreção pela orelha e diminuição da audição são sintomas mais comuns da otite. A criança maior pode reclamar de dor. O tratamento é feito com antibiótico, por cerca de 10 dias. Às vezes, é necessário dar o medicamento em doses mais baixas e por tempo prolongado, para debelar a infecção. Quando a criança reclama de dor, os pais podem ajudar, dando o analgésico que costumam usar e colocando um pano morno sobre o ouvido, ou um tampão de algodão levemente umedecido em álcool, que serve para "esquentar" e dá uma sensação de alívio. O médico deve ser consultado, pois a origem da otite é que determina o melhor tratamento. É preciso levar o tratamento até o fim, para que a infecção não se "repita".