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A droga do Estupro - Como qualquer anestésico, a segurança do uso da droga está diretamente relacionada a cálculos exatos de peso, metabolismo, pressão sanguínea e sensibilidade - dados que variam de pessoa para pessoa. As margens de erro podem ser reduzidas quando ministradas por um médico, mas crescem quando a mistura é feita na pia da cozinha. Seu efeito sobre medos e inibições e seu uso indiscriminado fazem com que a substância seja conhecida também como a droga do estupro.
E Samantha Reid foi assassinada por quatro homens que teriam usado o GHB para estuprá-la. Ela morreu em estado de coma, asfixiada com o próprio vômito. Jan Staps, profissional de uma delegacia especializada em narcóticos de Roterdã, Holanda, está apreensivo quanto ao aumento da criminalidade relacionada ao uso do GHB. "Temos visto cada vez mais casos de estupro, e isso é só a ponta do iceberg." Apesar disso, os fãs descrevem o "líquido x" como um achado para melhorar a vida sexual e curar problemas da alma (depressão). É o que escreveu um cliente satisfeito no site em que encomendou a droga: "Para acabar com o estresse, o GHB está muito na frente do álcool. Sofro de ataques de ansiedade, e um pouco do líquido faz com que me sinta normal novamente. O lado sensorial/sexual é um bônus! Obrigado por mudar minha vida".
Outros descrevem suas experiências negativas movidas a GHB. "Não sabia o que tinha acontecido", relata Mirta. "Mas sei que o cara me ofereceu um suco de laranja com um gosto estranho e depois eu estava fazendo sexo com ele, coisa que nunca teria feito em outra situação. Tenho certeza que era GHB." Festivais de música funcionam como ímãs para novatos do "líquido x". Nesses ambientes, os usuários da droga passaram a ser alertados a escrever um "G" com caneta esferográfica na palma da mão. Essa espécie de carimbo no corpo é uma medida de segurança: em caso de complicações com a polícia ou entradas em hospitais, as autoridades terão um indicativo de que o quadro foi causado pelo abuso de GHB.
No festival tecno Dance Valley, perto de Amsterdã, o código tomou conta da cena: os ravers tinham um grande G estampado na mão. O estado de coma provocado pela ingestão do GHB, especialmente quando misturado com álcool, atinge um nível próximo do óbito. "Uma vez fiquei fora do ar por cinco horas", afirma uma jovem de Amsterdã. "Então acordei e tudo estava legal." Essa garota parece ter tido sorte, mas outros jovens temem a conseqüência da experiência.