O folclore sergipano
é rico e diverso. Muitos grupos já extintos
em outras localidades do Brasil ainda atuam em algumas
partes do Estado. Há uma preocupação
constante na preservação dessas manifestações,
cujas origens são em sua maioria africanas
e portuguesas. Louvações e representação
de passagens históricas são os principais
componentes do folclore sergipano, expondo a conotação
religiosa característica desta forma de expressão.
Chegança – dança
que representa a luta dos cristãos pelo batismo dos mouros (atuais
turcos).
A apresentação acontece sempre em frente às igrejas.
Taieira – tem como objetivo a louvação a Nossa Senhora
do Rosário e São Benedito, padroeiros dos negros. A mais
tradicional apresentação das Taieiras é na cidade
de Laranjeiras, no dia de Reis, em janeiro.
Cacumbi – também é uma dança
em louvação
aos padroeiros dos negros, só que é composta exclusivamente
por homens.
Dança de São Gonçalo – dança de origem
portuguesa em homenagem a São Gonçalo do Amarante. Segundo
a lenda, São Gonçalo era um frade dominicano que, para
afastar as prostitutas de seu ofício, tocava música distraindo-as
com sua viola. A dança é até hoje representada seguindo
um longo e alegre ritual.
Reisado – dança em comemoração ao nascimento
de Jesus. Acompanham o grupo violão, pandeiro, sanfona, zabumba,
triângulo e ganzá.
Bacamarteiros – dança do período junino, é tradição
do município de Carmópolis. O grupo comemora a noite de
São João com dança, música e muitos tiros
de bacamarte, um rifle artesanal. Um grupo de bacamarteiros tem cerca
de sessenta pessoas.