
O
clima de uma determinada localidade é formado por uma complexa
interação entre os continentes, oceanos e as diferentes
quantidades de radiação recebida do sol. O giro
da Terra em torno deste astro faz com que essa quantidade de energia
recebida em cada localidade varie ao longo do ano, criando um
ciclo sazonal responsável pelas estações
de verão, outono, inverno e primavera.
Em Santa Catarina esta variação sazonal do clima
é bastante definida por causa da localização
geográfica. No verão, quando os raios solares
estão chegando com maior intensidade, a quantidade de
radiação solar global recebida chega a 502 cal/cm2;
no inverno, esse fluxo é bem menor e fica em torno de
215 cal/cm2.
Também no inverno, a freqüência de inserção
de frentes frias e massas de ar frio é muito maior e
contrastam com as altas temperaturas de verão, geradas
pela permanência da massa de ar tropical. As estações
de transição, outono e primavera, mesclam características
das duas outras estações. Além das variações
sazonais associadas ao movimento da Terra em torno do sol, a
orografia (distribuição das montanhas) de Santa
Catarina e a proximidade do mar são os grandes responsáveis
pelas diferenças de clima existente entre as diversas
localidades do estado.
A altitude da planície litorânea varia de 0 a
300 m. Logo que se sobe a Serra do Mar, no Planalto Serrano
e no Meio Oeste, as altitudes variam entre 800 e 1500 m; mais
para oeste, as altitudes vão diminuindo até atingirem
uns 200 metros no extremo oeste. Toda essa variação
de altitude e distanciamento do mar faz com que o clima varie
bruscamente entre uma região e outra; as temperaturas,
por exemplo, podem variar mais de 10 graus entre os Planaltos
e o Litoral.