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Pessoas com dentes perfeitos são mais atraentes

Notícia Extraída do Site da  Visite o Site da BBC Brasil para Ler Mais Notícias. Visite este Site para Ler outras Notícias

Imagem cedida pelo Site Corbis
Os dentes de uma pessoa podem influenciar seu sucesso na vida, diz um grupo de psicólogos.

Pesquisadores do King’s College, em Londres, constataram que um grupo de cerca de cem voluntários avaliou os mesmos indivíduos de forma desfavorável quando eles foram representados em fotografias com os dentes cariados ou manchados.
Os indivíduos com sinais visíveis de deterioração dentária foram qualificados de menos inteligentes, menos populares e menos ajustados.
Em comparação, os que tinham dentes clareados foram avaliados como mais atraentes e bem-sucedidos.

Celebridades

O professor Tim Newton, coordenador da pesquisa, disse: “Eu esperava que as pessoas preferissem dentes com aparência natural, mas não foi o caso”.
A diferença foi ainda mais gritante quando as fotografias eram de mulheres, o que indica que elas são julgadas com base na aparência, mais do que os homens.
Ainda assim, existem muitas pessoas bem-sucedidas com sorrisos imperfeitos, disse Newton.
Um exemplo conhecido é o cantor do Queen, Freddie Mercury, já morto.
Outras celebridades, no entanto, brigam por um sorriso perfeito, fazendo clareamento e colocando jaquetas.
Os atores Tom Cruise e Cary Grant perderam um dos seus dentes da frente. Cruise corrigiu o problema.
O professor Newton disse que pessoas extremamente bonitas com dentes menos perfeitos têm mais chance de fazer sucesso do que outras menos atraentes.
Mas indivíduos que não se encaixam no padrão clássico de beleza podem ter outras qualidades para compensar, como, por exemplo, um incrível senso de humor.
O estudo revela também que houve uma mudança no conceito de sorriso bonito.
Segundo Newton, hoje as pessoas associam beleza com dentes brancos e iguais por causa das imagens hollywoodianas que vêem nas revistas e na TV.
O professor percebeu que depois de olhar as fotografias com sorrisos perfeitos, os voluntários pareciam menos satisfeitos com seus próprios rostos.
Em pesquisas futuras, seria interessante observar o impacto que as impressões dos voluntários poderia ter na vida dos fotografados.
“Por exemplo, se você tivesse duas pessoas idênticas competindo pelo mesmo emprego e uma tivesse dentes piores, será que o candidato com dentes ruins teria menos chances de conseguir o posto do que o outro?” – pergunta o professor.


07/06/2008